terça-feira, 17 de junho de 2014

A incrível história da mulher com quatro pernas



Josephene Myrtle Corbin nasceu nos Estados Unidos em 1868, acometida por uma mal-formação conhecida como síndrome da duplicação caudal. Em algum momento do desenvolvimento de uma gravidez de gêmeos, os óvulos fecundados não se separaram completamente e foram crescendo unidos em um determinado ponto, dando origem a um dípigo: uma criança com dois corpos da cintura para baixo. No caso de Myrtle, ela tinha duas pélvis com aparelhos excretores e reprodutores independentes, além de quatro pernas. Isso foi o suficiente para fazer dela um dos casos mais bem-sucedidos financeiramente na história das aberrações vitorianas. 


Das quatro pernas, apenas uma era completamente funcional, sendo as outras três atrofiadas e tendo apenas três dedos. Myrtle não podia se locomover nem ficar em pé sozinha.
Para aumentar seu apelo comercial, Myrtle vestia saias até o joelho e usava meias e botas combinando nas quatro pernas, o que impressionava as audiências. Podemos medir isso pelo seu saldo bancário: Myrtle era popular a ponto de conseguir ganhar 450 dólares semanais, o que era uma verdadeira fortuna na época.

O mais impressionante não é sua trajetória dentro dos circos, mas o que aconteceu depois. Aos 19 anos, ela se casou com um médico, Dr. Bicknell, com quem teve cinco filhos: três de um útero e dois do outro.