terça-feira, 12 de agosto de 2014

5 doenças mais preocupantes do que o ebola

Você deve estar acompanhando as notícias sobre o surto de ebola que já provocou a morte de mais de mil pessoas. Existe muita preocupação com respeito à doença e a possibilidade de que ela se transforme em uma pandemia, e esse medo é bastante justificável. Afinal, dos infectados, entre 50 e 90% não sobrevivem ao vírus. Contudo, apesar de o ebola aterrorizar o mundo inteiro, existem outras doenças que provocam muito mais mortes anualmente.
De acordo com o The Guardian, desde que os primeiros casos de ebola começaram a surgir — em fevereiro deste ano —, cerca de 300 mil pessoas morreram de malária, enquanto que outras 600 mil faleceram de tuberculose. Inclusive existe outra febre hemorrágica parecida à provocada pelo ebola, conhecida como febre de Lassa, que também provoca mais vítimas.
Assim, apesar de toda a apreensão associada à possibilidade de que o ebola afete várias partes do planeta, a verdade é que existem outros males que assustam aos profissionais de saúde muito mais. O pessoal do site Mother Jones conversou com alguns especialistas no assunto, e você pode conferir a seguir quais doenças eles consideram mais mortais e assustadoras do que a provocada pelo ebola:

1 – Influenza


Por incrível que pareça, a gripe aparece em primeiro lugar na lista de vários infectologistas, já que a estimativa, segundo a OMS, é de que o vírus provoque a morte de um número entre 250 mil e meio milhão de pessoas ao ano, além de mandar entre 3 e 5 milhões de afetados ao hospital. E o vírus é transmitido muito mais facilmente do que o ebola — que até agora infectou mais de 1700 pessoas.
Com uma estatística como essa, fica evidente o motivo de os especialistas considerarem a gripe um problema tão grande. Contudo, embora a questão possa ser amenizada através da vacinação, apenas uma parcela da população participa das campanhas. E apesar de crianças, gestantes e idosos serem mais vulneráveis ao vírus, algumas cepas podem ser especialmente perigosas para adultos saudáveis — ou você já se esqueceu da pandemia de H1N1 que em 2009 deixou um número estimado em mais de 280 mil mortos?

2 – Infecções super-resistentes



Nos últimos anos, cada vez mais agentes patogênicos vem se tornando resistentes à ação de antibióticos, e a OMS vê isso como um assunto bem sério. Afinal, imagine um mundo no qual ferimentos de pequeno porte e infecções comuns se tornam mortais por não existirem medicamentos capazes de combatê-las!
Aliás, algumas doenças já estão começando a dar dor de cabeça aos médicos, como infecções urinárias por E. colli e outras provocadas pela Staphylococcus aureus resistentes aos remédios disponíveis atualmente, que estão se tornando cada vez mais comuns. Nesse sentido, a organização alerta para o fato de que novas drogas sejam desenvolvidas, pois várias enfermidades que são tratadas com antibióticos podem se tornar incuráveis futuramente.

3 – HPV


Milhões de pessoas em todo o mundo estão infectadas pelo vírus do papiloma humano, um agente que pode provocar o surgimento de diversos tipos de câncer, entre eles o de colo de útero, que mata 270 mil mulheres anualmente. O mais triste é que a infecção pode ser prevenida com uma simples vacina — que deve ser aplicada já na pré-adolescência e adolescência —, mas faltam campanhas e incentivos para que isso ocorra massivamente.

4 – Alimentos contaminados


Nos EUA, cerca de 76 milhões de pessoas são hospitalizadas anualmente devido a problemas de saúde provocados por agentes infecciosos — como asalmonellalisteriacampylobacter etc. — presentes nos alimentos ou na água. Só no ano de 1998, cerca de 1,8 milhão de crianças de países em desenvolvimento— sem contar a China — morreram devido a complicações provocadas por esses microrganismos.
O preocupante é que não existem vacinas contra esses agentes, e a única forma de combater o problema é monitorando a distribuição de comida e água. No entanto, para isso é necessário investir na contratação de inspetores e em novas tecnologias e sistemas de controle e avaliação de riscos, por exemplo, e esse, como você bem sabe, é outro problema.

5 – Sarampo


Apesar de existir uma vacina contra o sarampo, segundo a OMS, em 2012, a doença provocou a morte de 122 mil pessoas, ou seja, 330 mortes por dia ou 14 a cada hora! No entanto, essa estatística ainda é muito melhor do que a que do ano de 1980 — antes de as campanhas de vacinação se espalharem pelo mundo —, quando foram registradas 2,6 milhões de vítimas.
Desde então, embora o sarampo ainda seja uma das principais causas de morte infantil no mundo, o número de doentes caiu em 78% do ano 2000 até 2012. Além disso, nesse intervalo, mais de 1 bilhão de crianças que vivem em países de alto risco foram vacinadas, e só 2012, 84% da garotada do planeta recebeu a vacina. O objetivo atual é reduzir o número de vítimas em 95% — em comparação ao ano 2000 — até 2015 e, até 2020, erradicar completamente a doença do planeta.